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Conheça a terapia ortomolecular e as potenciais aplicações

A prática ortomolecular é um ramo da medicina que aplica os conhecimentos de bioquímica e fisiologia para manter ou reestabelecer o equilíbrio no organismo do paciente.



Todas as patologias se iniciam a nível molecular. Existem distúrbios eletroquímicos e bioquímicos que podem fazer com que uma célula não funcione da maneira que deveria. A terapia ortomolecular procura identificar quais são os distúrbios que cada pessoa apresenta e corrigi-los, de maneira individualizada, por meio de vitaminas, aminoácidos, sais minerais, gorduras e alguns fitoterápicos, com o objetivo de alcançar o equilíbrio bioquímico e fisiológico do paciente.


A terapia ortomolecular é indicada em qualquer situação, crônica ou aguda, para tentar solucionar os distúrbios eletroquímicos e bioquímicos que acontecem no corpo.



O especialista em terapia ortomolecular da Higidus, Dr. Sebastião Rocha aponta que a prática pode ser aplicada para todo tipo de patologia e exemplifica, explicando como é feito o acompanhamento de um paciente resfriado. “Nesse caso, aumentamos a reposição de vitaminas, da substância que atua como antioxidante, para reduzir a intensidade da inflamação que o corpo tem no resfriado, minorando os sintomas do processo patológico”, ressalta.


Um outro exemplo apresentado pelo terapeuta é no caso de pessoas com pressão alta. “O paciente com pressão alta precisa retirar alguns minerais da dieta, diminuir o sódio, aumentar o magnésio e o potássio para haver melhora da transmissão eletro bioquímica, fazendo com que, assim, a pressão se normalize”, complementou Dr. Sebastião.


Vale destacar que a terapia ortomolecular age na causa e não no efeito das doenças. Isto é: ela atua diretamente no distúrbio causador da patologia e não somente nos sintomas decorrentes da patologia.


Avaliação do paciente

Avaliar o paciente como um todo, de maneira detalhada, é essencial para a terapia ortomolecular. Por isso, no consultório são analisados diversos fatores de origem orgânica, social, cultural, além de hábitos alimentares. Após essa avaliação, se necessário, são feitas sugestões de mudança de estilo de vida. E essas recomendações já são importante parte do tratamento.


Além disso, durante a consulta é decidido quais exames serão necessários, com intuito de avaliar o funcionamento bioquímico geral. Somente a partir dos resultados desses exames, é realizada a prescrição voltada para a necessidade sintomatológica e bioquímica do paciente.


Dr. Sebastião ressalta que o tratamento pode incluir o uso de capsulas e remédios manipulados de forma individualizada. “Esses medicamentos podem ser em forma de gel, liquido ou xarope. É necessário que o paciente siga as recomendações de uma boa alimentação, tentar gerenciar o estresse e fazer atividade física”, explica o especialista ortomolecular.


Terapia ortomolecular X Diabete

A orientação nutricional é a parte principal no tratamento de diabetes tipo 1 e 2. A terapia ortomolecular reforça as medidas dietéticas e ao repor vitaminas e sais minerais, que ajudam no funcionamento celular, fornecendo mais vitaminas para o para otimizar a função mitocondrial. Contudo é primordial ressaltar que o acompanhamento ortomolecular, não dispensa o paciente de seguir as orientações e a dieta do nutricionista.


Terapia Ortomolecular x Alzheimer

Dr. Sebastião Rocha explica que o Alzheimer não tem cura, mas a terapia ortomolecular pode estabilizar a doença, levando o paciente a ter uma vida bem próxima do normal. “Esse paciente precisa ter uma deita rica em gordura e proteínas, para ocorrer a desinflamação do tecido cerebral (dieta cetogênica). Além da dieta é necessário que o paciente comece a fazer alguma atividade física (quando possível) melhorar a circulação cerebral e produzir substancias anti-inflamatórias para o corpo todo.”, ressaltou o médico.


Terapia ortomolecular x Câncer

A medicina ortomolecular tem um papel importantíssimo no auxílio a pacientes com comorbidades, e o paciente com câncer entra nessa lista. Dr. Sebastião Rocha elucida como o tratamento ortomolecular auxilia esses pacientes. “Fazemos a reposição de vitaminas e sais minerais, levando em consideração o tratamento quimioterápico adotado. Na ortomolecular, o paciente com câncer necessita praticar atividade física com dieta e a suplementação individualizada. ”, destacou.


Terapia Ortomolecular x Obesidade

Como em todas as patologias, a prática ortomolecular vai fazer um diagnóstico pra saber o porquê de a pessoa estar acima do peso. Essa causa pode estar atrelada ao estado emocional, aos hábitos alimentares, ao sistema endocrinológico, entre outros fatores. O especialista observa se há algumas carências para que sejam feitas as reposições necessárias. “Nós vamos usar prescrições que diminuam o apetite, que melhorem o funcionamento da mitocôndria, atuem na questão digestiva para a pessoa não absorver demais, melhora a flora intestinal (tratar disbiose, disfunções digestivas)... tudo isso é avaliado e prescrevemos de acordo com a necessidade do paciente”, finalizou o médico.

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